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A importância do fotojornalismo no dia a dia das pessoas Por Flavio Damm Dois fatos bem recentes me deram o motivo para escrever esta coluna. O primeiro foi quando, recentemente, participei de uma entrevista ao vivo num programa da TV Record, no Rio de Janeiro.Também fazia parte do encontro uma jovem professora de comunicação direcionada para o fotojornalismo, com pós-graduação na Universidade de Barcelona. A nós foi dirigida uma pergunta relacionada à publicação de fotos de vitimas de assaltos, de violência em geral nas grandes cidades nas primeiras páginas dos jornais e a resposta dela foi imediata, “para vender mais jornal”. Discordei de imediato e argumentei com o meu ponto de vista enfatizando o contundente poder de convencimento da imagem fotográfica. O segundo foi uma carta de uma leitora de “O Globo”, do Rio de Janeiro, protestando pela publicação na primeira página de uma foto de jovens vitimas de um acidente de automóvel no qual morreram os cinco ocupantes cujos corpos estavam espalhados numa calçada, cercados de curiosos. Dois momentos de uma terra sem lei como o Rio atual, um fruto da inoperância policial somada ao domínio exercido pela marginalidade que tem como cenário de uma guerra civil a ex-Cidade Maravilhosa; o segundo vazado na irresponsabilidade de jovens motoristas alcoolizados. Tanto a desastrada afirmação da jovem professora como a carta de protesto da leitora do jornal conflitam com o papel que o fotojornalismo presta, inequivocamente, à sociedade. No segundo caso, contrariando a leitora que opta em ser “a pior cega por não querer ver” a imprensa do Rio desencadeou uma campanha maciça de alerta aos responsáveis pelos jovens a aos próprios no sentido de não dirigirem após a ingestão de bebidas alcoólicas. O jovem causador do acidente tinha no sangue uma teor de álcool três vezes superior ao aceito como um limite seguro para conduzir um automóvel. Somado a isto nenhum ocupante do carro sinistrado usava cintos de segurança e as suas idades variavam entre 16 e vinte e um anos de idade... Este é o papel reservado para o fotojornalismo: por mais contundente que seja a imagem publicada ela é a ferramenta de comunicação da maior importância a fim de gerar o alerta e a tomada de posições no sentido de corrigir irresponsabilidades e distorções sociais.
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